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LÍDERES DO PENSAMENTO - FORBES/AGOSTO/2016


Hora de Empreender - por Nelson Wilians

"O ambiente econômico é o ideal para os empreendedores de qualquer área. Isso é especialmente verdadeiro no ramo da advocacia empresarial".

Os primeiros sinais do fim da crise começam a surgir das planilhas dos economistas: a inflação arrefece aos poucos, o mercado consumidor se aquece lentamente, com a volta da oferta de crédito, e há perspectivas reais da quedas de juros dentro de alguns meses. O ambiente econômico, que pode parecer ainda temerário para a maioria das pessoas, é o ideal para os empreendedores de qualquer área. Isso é especialmente verdadeiro no ramo da advocacia empresarial.

A advocacia empresarial no Brasil e em outros países tem vivenciado transformações sem precedentes em sua forma de atuação, impulsionadas pela globalização, evolução tecnológica, concorrência, crise econômica, etc. As tradicionais bancas de advocacia, assim como as novas, têm enfrentado desafios até então inimagináveis.

Em um cenário de novas demandas, respostas inovadoras não são apenas bem-vindas como também bem remuneradas. Quando o mercado exige eficiência, informações em tempo real, segurança na operação, otimização de custos e qualidade técnica, grandes escritórios tiveram senso de oportunidade de produzir algo diferente do que se praticava em advocacia até então. Mas para isso, valeram-se de empreendedorismo, em uma trajetórias onde tenacidade e persistência são combustível.
Se considerarmos que o Brasil hoje possui mais de 17 milhões de empresas ativas e cerca de 35% dos mais de cem milhões de processos do Judiciário têm como litigantes algumas das maiores empresas do país, a advocacia empresarial é um nicho imensurável. Identificá-lo é um primeiro passo para o sucesso para quem pretende seguir carreira nesta área.
Mas não basta perceber a oportunidade de negócios. É preciso contar com estrutura sólida e reputação cristalina no mercado para poder aproveitá-la. As capilaridades de grandes bancas de advocacias brasileiras vão ao encontro das práticas mais arrojadas de empresas nacionais e multinacionais que exploram atividade comercial de norte a sul do país. Para empreender, é preciso também arrojo e inovação. Não é suficiente oferecer a seus clientes o que todo mundo faz. O empreendedor de sucesso está ao menos duas curvas à frente de seus concorrentes na leitura da conjuntura e na oferta de soluções e atendimentos diferenciados.

Para ser empreendedor no sentido real da palavra, só vai ser uma grande empresa ou um escritório nacional reconhecido aquele que compreender asregionalidades e particularidades de cada estado e assim atingir um nível de excelência no atendimento de grandes corporações ou de clientes locais. Investir em estrutura e o padrão de qualidade nacional, sempre. Mas sem descuidar da pessoalidade, do conhecimento da realidade local e da preservação das melhores práticas de cada região. Não basta apenas se instalar numa cidade, mas sim fazer parte dela em sua essência.

Devemos nos lembrar sempre de que o líder é aquele que não apenas enxerga as oportunidades, mas é capaz de posicionar o time com o qual trabalha da melhor maneira possível, explorando as diferentes potencialidades de cada colaborador, e guiando os clientes e o próprio mercado no caminho da eficiência desejada. O empresário e filantropo escocês Andrew Canergie deixou uma importante lição aos empreendedores do futuro ao enunciar que "nenhum homem será um grande líder se quiser fazer tudo sozinho ou se quiser levar todo o crédito por fazer isso."
O empresariado brasileiro, além de seguir as melhores práticas e padrões internacionais, possui características como a flexibilidade, criatividade, alta sensibilidade e capacidade de soluções em situações de crise.

Não à toa, mesmo diante de cenários pessimistas da economia, com uma política tributária absolutamente desestimulante, ainda se vê no Brasil um viés fortemente empreendedor e persistente, capaz de fazer com que o país demonstre ano após ano uma capacidade de recuperação e superação elogiável sob a ótica internacional. É nesse conjunto de bravos capitalistas que a experiência nossa está se inscrevendo. Uma trajetória notável e longa, mas replicável para os novos e talentosos advogados brasileiros.