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Por Dr. Alberto Carbonar, sócio da NWADV.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou provimento ao Recurso Especial nº 2.172.533-PE, mantendo acórdão do TRF5 que autorizou a reunião de execuções fiscais e o reconhecimento de grupo econômico para fins de responsabilidade patrimonial. A decisão monocrática chancelou a inclusão de empresa de serviços e participações no polo passivo de demandas executivas originalmente direcionadas a outra pessoa jurídica do mesmo grupo, consolidando a responsabilidade solidária. O tribunal de origem verificou que a matéria estava atingida pela preclusão, e que a existência de identidade de sócios, relações de parentesco, coincidência de endereços e atividades econômicas, somadas a transferências patrimoniais de imóveis, caracterizavam confusão patrimonial suficiente para estender a responsabilidade tributária entre as empresas.
A fundamentação destacou que a reunião de execuções fiscais contra devedores solidários do mesmo grupo econômico constitui faculdade do juiz, pautada pela economia e celeridade processual, amparada no artigo 28 da Lei nº 6.830/1980 e ratificada pelo REsp repetitivo nº 1.158.766/RJ. A penhora de 30% dos frutos de contratos de locação foi igualmente validada, por representar aproveitamento de constrição já realizada em outro processo no qual o grupo econômico já havia sido reconhecido. Para reformar o entendimento sobre confusão patrimonial, o STJ apontou o óbice intransponível da Súmula 7, que veda reexame probatório em sede de recurso especial, prejudicando também a análise do dissídio jurisprudencial suscitado.
A estrutura decisória pautou-se na aplicação combinada do artigo 50 do Código Civil, artigo 28 da Lei nº 6.830/1980, artigo 780 do CPC e artigo 185-A do CTN, reafirmando que a configuração de grupo econômico para fins tributários prescinde da instauração formal do incidente de desconsideração da personalidade jurídica quando presentes os elementos fáticos da confusão patrimonial. O precedente evidencia a relevância do tema para empresas integrantes de estruturas corporativas complexas e tende a influenciar futuras discussões judiciais e administrativas sobre a matéria. Nesse contexto, a avaliação individualizada dos impactos da jurisprudência aplicável mostra-se fundamental para a adequada gestão dos riscos tributários e para a tomada de decisões empresariais.
STJ Confirma Reunión de Ejecuciones Fiscales y Responsabilización de Empresa Integrante de Grupo Económico
El Superior Tribunal de Justicia (STJ) denegó provimiento al Recurso Especial nº 2.172.533-PE, manteniendo el acórdano del TRF5 que autorizó la reunión de ejecuciones fiscales y el reconocimiento de grupo económico para fines de responsabilidad patrimonial. La decisión monocrática respaldó la inclusión de una empresa de servicios y participaciones en el polo pasivo de demandas ejecutivas originalmente dirigidas a otra persona jurídica del mismo grupo, consolidando la responsabilidad solidaria. El tribunal de origen verificó que la materia estaba alcanzada por la preclusión, y que la existencia de identidad de socios, relaciones de parentesco, coincidencia de domicilios y actividades económicas, sumadas a transferencias patrimoniales de inmuebles, caracterizaban confusión patrimonial (confusão patrimonial) suficiente para extender la responsabilidad tributaria entre las empresas.
La fundamentación destacó que la reunión de ejecuciones fiscales contra deudores solidarios del mismo grupo económico constituye facultad del juez, pautada por la economía y celeridad procesal, amparada en el artículo 28 de la Ley nº 6.830/1980 y ratificada por el REsp repetitivo nº 1.158.766/RJ. El embargo del 30% de los frutos de contratos de locación fue igualmente validado, por representar el aprovechamiento de una medida ya realizada en otro proceso en el cual el grupo económico ya había sido reconocido. Para reformar el entendimiento sobre confusión patrimonial, el STJ apuntó el óbice insalvable de la Súmula 7, que veda el reexamen probatorio en sede de recurso especial, perjudicando también el análisis del disenso jurisprudencial suscitado.
La estructura decisoria se pautó en la aplicación combinada del artículo 50 del Código Civil, artículo 28 de la Ley nº 6.830/1980, artículo 780 del CPC y artículo 185-A del CTN, reafirmando que la configuración de grupo económico para fines tributarios prescinde de la instauración formal del incidente de desconsideração da personalidade jurídica (disregardo de la personalidad jurídica) cuando presentes los elementos fácticos de la confusión patrimonial. El precedente pone de manifiesto la relevancia del tema para empresas integrantes de estructuras corporativas complejas y tiende a influir en futuras discusiones judiciales y administrativas sobre la materia. En ese contexto, la evaluación individualizada de los impactos de la jurisprudencia aplicable resulta fundamental para una adecuada gestión de los riesgos tributarios y para la toma de decisiones empresariales.
Referência: Decisão Monocrática no REsp 2.172.533-PE | Publicação: 06/07/2026
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