Você é capaz de dizer qual foi o seu pior erro ao longo de sua carreira? Quantos maus contratos já fechou?

Artigos

Se tiver que brigar, brigue na hora do contrato

Há poucos dias vi uma postagem do empresário Abílio Diniz em que ele dizia que o maior erro em sua vida talvez tenha sido o contrato com o grupo francês Casino, em 2005, quando foi definida uma maior capitalização no Grupo Pão de Açúcar.

O arrependimento de Diniz não era pelo negócio em si, mas pelo contrato malfeito.

A síntese da postagem era que ele faria o negócio novamente, mas com um contrato melhor.

Uma grande lição, com certeza, pois o que está no papel é o que prevalece.

A partir desse relato, busquei algumas histórias semelhantes. E lembro aqui a do licenciamento e merchandising dos produtos Star Wars entre a Fox e o diretor George Lucas. Em troca de uma redução nos honorários do diretor, a Fox entregou a ele os direitos de todas as receitas de mercadorias e licenciamento da marca Star Wars, atrelada a um dos maiores blockbusters do planeta como sabemos.

Entre brinquedos, acessórios, eventos, camisetas, cadernos, objetos de decoração e até eletrodomésticos, a Star Wars já movimentou mais de 20 bilhões de dólares.

Quanto à Fox, a estimativa é de que tenha economizado de 20.000 a 50.000 dólares com a redução do salário de Lucas.

Outro caso que vire e mexe retorna à mídia americana é o de Ronald Wayne, que em 1976 fundou a Apple ao lado de Steve Jobs e Steve Wozniak.

Com medo, à época, de que seus ativos pudessem ser confiscados se o negócio falisse, duas semanas depois da fundação da gigante de tecnologia, ele se desfez de sua participação na empresa, que era de 10%, por apenas 800 dólares. Um ano depois, ele recebeu mais 1.500 dólares por concordar em abrir mão do direito a quaisquer reivindicações futuras contra a Apple.

Wayne era extremamente avesso ao risco e não poderia prever que a Apple se tornaria a corporação mais valiosa do mundo. Sua participação de 10% valeria hoje cerca de US$ 80 bilhões.

Um acordo nos primeiros anos da Premier League na Inglaterra entre o Chelsea Football Club e o jogador Winston Bogarde em 2000, também se destaca. Uma semana após a contratação do jogador, o técnico que havia pressionado por sua compra foi demitido do clube. O novo técnico não via Bogarde da mesma forma e não pretendia colocá-lo no time titular.

Após inúmeras tentativas fracassadas de transferência para um outro clube, o jogador optou por simplesmente cumprir seu contrato no Chelsea. Nos quatro anos em que permaneceu lá, fez apenas 12 jogos. Uma estimativa aproximada coloca o salário de Bogarde em 700.000 libras por jogo, ou quase 5 milhões de reais.

Como se nota, os contratos são a base do mundo dos negócios, podem ser simples ou complexos, só não podem ser negligenciados e deixar de prever todas as possibilidades.

Como ensina o empresário Abílio Diniz: “Não deixe nada ao acaso. Se tiver que brigar, brigue na hora do contrato”. Esse é o momento em que, se não der certo, cada um ainda pode ir para o seu lado, sem prejuízos.

VEJA PUBLICAÇÃO ORIGINAL

Equipe especialista garante atendimento de excelência

conheça nossos profissionais

Atendemos toda e qualquer demanda de natureza jurídico empresarial

conheça nossas áreas de atuação

Cadastre-se para receber nossa newsletter

Acessar o conteúdo