Expansão internacional ganha força entre empresas brasileiras

Com alta de 13,5% em 2025, movimento exige preparo técnico para enfrentar desafios regulatórios, cambiais e culturais

 

São Paulo, abril de 2026 – A internacionalização deixou de ser uma estratégia restrita a grandes corporações e tem expandido entre empresas brasileiras de diferentes portes. Em um cenário global marcado por transformação digital, integração de cadeias produtivas e instabilidade geopolítica, expandir para o exterior se consolida como caminho relevante para crescimento e diversificação de receitas.

Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostram que, em 2025, houve crescimento de 13,5% no número de empresas brasileiras que passaram a atuar no comércio exterior. Entre as 23.386 organizações apoiadas, 51,7% são micro e pequenas empresas, reforçando que o movimento já não se limita às grandes companhias.

Nesse contexto, a Nelson Wilians Advogados (NWADV) vem fortalecendo sua atuação global com a formalização de seu projeto internacional, que completa 11 anos de desenvolvimento contínuo e entra em uma nova fase. A iniciativa é marcada pelo avanço da governança, integração institucional e alinhamento técnico entre diferentes jurisdições.

Mais do que uma área específica, o projeto funciona como um eixo transversal dentro do escritório, conectando equipes, estruturando fluxos e ampliando a coordenação entre os países onde atua. Atualmente, o NWADV mantém operações em mais de 22 países, distribuídos por cinco continentes, promovendo conexões entre clientes, parceiros e oportunidades de forma estruturada.

“A internacionalização do escritório não é um movimento recente. Ela faz parte da nossa estratégia institucional há mais de uma década”, afirma Marcel Daltro, sócio-diretor responsável pelo projeto. “Ao longo desses 11 anos, construímos uma estrutura sólida, conectando conhecimento jurídico, relacionamento e geração de negócios em diferentes mercados.”

Um dos pilares dessa expansão é a ALLIANZA, que reúne escritórios em diversas jurisdições e fomenta a cooperação internacional. Segundo Daltro, embora a aliança desempenhe papel relevante, a inserção global do escritório vai além de uma única rede.

“A ALL exerce papel importante nesse processo, mas nossa atuação internacional se sustenta também em relações institucionais consistentes, governança bem definida e integração técnica”, destaca.

Para o advogado, o diferencial está na padronização da entrega, independentemente do país. “O que nos move é assegurar que o cliente encontre, fora do Brasil, o mesmo nível de qualidade, rigor técnico e compromisso que consolidou o NWADV ao longo de mais de 25 anos.”

Apesar das oportunidades, especialistas alertam que o processo de internacionalização exige preparo técnico. Questões regulatórias, tributárias, cambiais e culturais devem ser consideradas desde o planejamento, além da adoção de práticas de compliance e gestão de riscos.

“A internacionalização vai muito além de vender para fora. É necessário compreender o ambiente do país de destino para evitar riscos e garantir competitividade”, afirma Daltro.

A avaliação é que, em 2026, empresas que investirem em governança, planejamento jurídico e inteligência estratégica estarão mais preparadas para aproveitar o potencial do mercado global. “Essa expansão internacional é um ativo institucional. Ela fortalece reputação, amplia relacionamentos e gera oportunidades. Seguimos conectando negócios, pessoas e jurisdições com visão global e responsabilidade”, conclui.

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