Na crise, crie!

Por Dr. Cleversson Golin

“Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento” Albert Einstein.

O mercado da Recuperação de Crédito é uma vasta área a ser explorada a qual, em um momento de profundas incertezas trazidas pela pandemia da COVID 19, apresenta uma certeza cristalina.

A certeza que se desenha é a do aumento da inadimplência, com consideráveis quedas nas taxas de recuperação de créditos e um elevado aumento na estimativa de prazos para a recuperação do mercado.

Trazendo para o âmbito do Poder Judiciário, que sempre se notabilizou como um dificultador na recuperação de créditos (seja pela morosidade dos procedimentos, pela falta de estrutura ou, por vezes, por um certo paternalismo de leniência com os devedores), a crise tem elevado o número de ações de cobranças, o que torna o futuro próximo ainda mais nebuloso.

A eficiência na recuperação de crédito, que já não era uma tarefa fácil, se mostrará ainda mais desafiadora e complexa, exigindo ainda mais empenho e resiliência dos credores e especialmente das empresas especializadas na Recuperação de Créditos.

Neste panorama, o mercado se mostra favorável a quem está disposto a inovar, a ver na crise uma oportunidade, o que demandará cada vez mais interação entre todos os agentes envolvidos nesta recuperação.

Nesta seara não basta, para as Empresas Especializadas na Recuperação de Crédito, conhecer apenas o seu cliente. Hoje, existe uma necessidade de se conhecer o cliente do seu cliente, sabendo das particularidades do mercado para, em um momento de inadimplência, ter uma atuação mais assertiva.

Ao ter essa visão, as empresas especializadas conseguem traçar estratégias de atuação com o emprego das mais variadas ferramentas de tecnologia disponíveis no mercado, buscando a efetiva recuperação do crédito, com a consequente satisfação dos seus clientes.

Aliás, é necessário frisar o papel fundamental da tecnologia na recuperação de crédito e cobrança judicial, com ferramentas que auxiliam na localização de clientes, higienização de base de processos em sites dos tribunais, discagem automática, ações em massa pelos mais diversos meios de comunicação; entre outras, proporcionando agilidade, controle e eficiência na gestão e execução de todas as etapas do processo de recuperação de crédito.

Momentos de crises também são momentos de oportunidades, de se reinventar, inovar, mobilizar a equipe e traçar uma rota rumo ao desconhecido, aproveitando o que o momento oferece.

É a hora de estreitar as relações com o cliente, conhecer as suas necessidades, o que possibilita antecipar problemas e propor soluções as quais, muitas vezes, o cliente nem imagina existir.

O mercado apresenta oportunidades, a hora é de saber aproveitar!

Sobre o autor:

Dr. Cleversson Golin é coordenador das Carteiras Estratégicas da filial NWADV Campo Grande/MS.

NWPODCAST: #38 – Os desafios na busca de satisfação do crédito bancário

É sabido que uma das atividades essências desempenhadas pelas instituições financeiras é a concessão de crédito aos seus clientes, que em linhas simplórias pode ser compreendido como emprestar dinheiro, o qual será “devolvido” ao Banco em dado momento, previamente estabelecido no contrato.

Mas e se aquele que contraiu o empréstimo/financiamento não honrar com o pagamento? E se a instituição financeira, internamente, não lograr êxito em receber aquilo que emprestou?
E é neste cenário que desponta um mecanismo de suma importância que tem por escopo exatamente a busca pela satisfação do crédito bancário, qual seja, a recuperação de crédito.

No NWPodcast dessa semana, o Dr. André Menescal, sócio do NWADV, entrevista o Dr. Thiago Pereira Rezende, advogado do setor estratégico da carteira de recuperação de crédito, da filial Campo Grande/MS, e discutem sobre os desafios na busca de satisfação do crédito bancário.

Ouça agora.

FCDL/MT firma parceria com Nelson Wilians e advogados

Publicado originalmente por FCDL/MT

A Federação das CDls de Mato Grosso (FCDL/MT) recebeu em sua sede nesta terça-feira (22.06) representantes do escritório Nelson Wilians e advogados. O intuito foi estreitar a relação, alinhar assuntos relacionados a parceria firmada e estender às CDLs do Estado o trabalho desenvolvido.

O Nelson Wilians e advogados possui mais de 20 anos de atuação em todas as áreas de direito, inclusive, são especialistas em serviço de recuperação de créditos tributários incluindo possiblidade de entrar em ação judicial.

Com matriz em SP/SP, atuam em todas as capitais brasileiras e em algumas cidades estratégicas do interior do país, além de contar com representação em outros países da América Latina, Europa e Ásia.

A parceria com a FCDL/MT visa oferecer um suporte aos associados através de ajuizamento de ações judiciais que visam recuperação de créditos tributários, fiscais e previdenciários, uma vez que a inadimplência assombra os comerciantes e registra índices que podem comprometer até mesmo o funcionamento de pequenos negócios. “Preocupados com essa situação que tem se agravado ainda mais com a pandemia, firmamos essa parceria que deverá dar um fôlego aos empresários”, afirmou o presidente da Federação, Ozair Bezerra.

Bezerra declarou que “esta será a oportunidade de observar, sob as perspectivas do setor jurídico e do comércio/serviços, a situação em que se encontra o estado, bem como identificar oportunidades para a tão almejada recuperação. Estamos levando esse serviço para as CDLs do nosso Estado”, concluiu o presidente.

Participaram da reunião, presidente, diretores e colaboradores da FCDL-MT.

Recuperação de Créditos – A adoção dos meios extrajudiciais de solução de conflitos

Publicado originalmente por Estúdio Folha

Por Dra. Giovanna Castellucci*

A pandemia da COVID-19 chegou e por aqui ficou. A justiça que já era conhecida por sua morosidade, foi internada em um leito de UTI, tornando-se praticamente inoperante por vários meses, apresentando uma melhora extremamente lenta. São liminares deferidas sem cumprimento, mandados não distribuídos, acúmulo na pauta de julgamentos, penhoras indeferidas devido a situação mundial e por aí vai.

A solução parcial e mais imediata está nas soluções tecnológicas que temos desenvolvido.

As empresas que enxergam nos seus créditos inadimplidos uma possibilidade de reação e aquecimento em seus caixas, precisam de um plano de ação com estratégias mais apuradas para concretização desses recebimentos.

Diante do presente cenário, a atuação extrajudicial tem se mostrado a melhor saída para o mercado. A tecnologia aliada ao esforço das partes em conciliar tornam-se aliados perfeitos.

Inúmeras ferramentas de negociação extrajudicial foram consolidadas nesse período, permitindo que o devedor se comunique com o credor por diversos meios (WhatsApp, robôs de atendimento, portal de negociação, além dos meios tradicionais de cobrança), objetivando maior perfomance nos resultados.

Além disso, as partes estão mais flexíveis para negociar, tanto o devedor ao mostrar interesse e suas possibilidades, quanto o credor ao possibilitar inúmeras formas de transacionar.

Na primeira onda da pandemia, vimos como os bancos nacionais se comportaram frente ao espantoso e temeroso caos econômico que se armava. A praxe para alguns foram renegociações, com suspensão da primeira parcela para 90 dias, a todos aqueles que estivessem em dia, até então. O objetivo foi, além de dar um fôlego aos clientes, reduzir o PDD (provisão de devedores duvidosos) e os custos com ajuizamento de ações judiciais.

Nessa segunda onda, os bancos não devem ser tão “generosos”, mas já estudam as estratégias para uma forte atuação extrajudicial.

Importante destacar que em junho de 2.020 foi instituída a Lei Federal n. 1.410 – que trata em caráter transitório e emergencial das relações jurídicas de direito privado devido a pandemia – a qual suspendeu os prazos prescricionais e decadenciais em período de calamidade pública, possibilitando assim aos credores que ingressem com medidas judiciais de cobrança após esse período pandêmico.

Se a pandemia nos apresentou algo de bom, inegavelmente pode-se afirmar que foi a adoção dos meios extrajudiciais de solução de conflitos como uma maneira mais inteligente e eficaz na recuperação de créditos, seja pela própria economia e celeridade que proporciona, seja pela aproximação das partes e ainda por desafogar o judiciário, o qual é somente acionado quando restarem infrutíferas todas as tentativas de conciliação amigável.

*Sócia do Nelson Wilians Advogados, especialista em recuperação de crédito.