NWPODCAST: #38 – Os desafios na busca de satisfação do crédito bancário

É sabido que uma das atividades essências desempenhadas pelas instituições financeiras é a concessão de crédito aos seus clientes, que em linhas simplórias pode ser compreendido como emprestar dinheiro, o qual será “devolvido” ao Banco em dado momento, previamente estabelecido no contrato.

Mas e se aquele que contraiu o empréstimo/financiamento não honrar com o pagamento? E se a instituição financeira, internamente, não lograr êxito em receber aquilo que emprestou?
E é neste cenário que desponta um mecanismo de suma importância que tem por escopo exatamente a busca pela satisfação do crédito bancário, qual seja, a recuperação de crédito.

No NWPodcast dessa semana, o Dr. André Menescal, sócio do NWADV, entrevista o Dr. Thiago Pereira Rezende, advogado do setor estratégico da carteira de recuperação de crédito, da filial Campo Grande/MS, e discutem sobre os desafios na busca de satisfação do crédito bancário.

Ouça agora.

FCDL/MT firma parceria com Nelson Wilians e advogados

Publicado originalmente por FCDL/MT

A Federação das CDls de Mato Grosso (FCDL/MT) recebeu em sua sede nesta terça-feira (22.06) representantes do escritório Nelson Wilians e advogados. O intuito foi estreitar a relação, alinhar assuntos relacionados a parceria firmada e estender às CDLs do Estado o trabalho desenvolvido.

O Nelson Wilians e advogados possui mais de 20 anos de atuação em todas as áreas de direito, inclusive, são especialistas em serviço de recuperação de créditos tributários incluindo possiblidade de entrar em ação judicial.

Com matriz em SP/SP, atuam em todas as capitais brasileiras e em algumas cidades estratégicas do interior do país, além de contar com representação em outros países da América Latina, Europa e Ásia.

A parceria com a FCDL/MT visa oferecer um suporte aos associados através de ajuizamento de ações judiciais que visam recuperação de créditos tributários, fiscais e previdenciários, uma vez que a inadimplência assombra os comerciantes e registra índices que podem comprometer até mesmo o funcionamento de pequenos negócios. “Preocupados com essa situação que tem se agravado ainda mais com a pandemia, firmamos essa parceria que deverá dar um fôlego aos empresários”, afirmou o presidente da Federação, Ozair Bezerra.

Bezerra declarou que “esta será a oportunidade de observar, sob as perspectivas do setor jurídico e do comércio/serviços, a situação em que se encontra o estado, bem como identificar oportunidades para a tão almejada recuperação. Estamos levando esse serviço para as CDLs do nosso Estado”, concluiu o presidente.

Participaram da reunião, presidente, diretores e colaboradores da FCDL-MT.

Recuperação de Créditos – A adoção dos meios extrajudiciais de solução de conflitos

Publicado originalmente por Estúdio Folha

Por Dra. Giovanna Castellucci*

A pandemia da COVID-19 chegou e por aqui ficou. A justiça que já era conhecida por sua morosidade, foi internada em um leito de UTI, tornando-se praticamente inoperante por vários meses, apresentando uma melhora extremamente lenta. São liminares deferidas sem cumprimento, mandados não distribuídos, acúmulo na pauta de julgamentos, penhoras indeferidas devido a situação mundial e por aí vai.

A solução parcial e mais imediata está nas soluções tecnológicas que temos desenvolvido.

As empresas que enxergam nos seus créditos inadimplidos uma possibilidade de reação e aquecimento em seus caixas, precisam de um plano de ação com estratégias mais apuradas para concretização desses recebimentos.

Diante do presente cenário, a atuação extrajudicial tem se mostrado a melhor saída para o mercado. A tecnologia aliada ao esforço das partes em conciliar tornam-se aliados perfeitos.

Inúmeras ferramentas de negociação extrajudicial foram consolidadas nesse período, permitindo que o devedor se comunique com o credor por diversos meios (WhatsApp, robôs de atendimento, portal de negociação, além dos meios tradicionais de cobrança), objetivando maior perfomance nos resultados.

Além disso, as partes estão mais flexíveis para negociar, tanto o devedor ao mostrar interesse e suas possibilidades, quanto o credor ao possibilitar inúmeras formas de transacionar.

Na primeira onda da pandemia, vimos como os bancos nacionais se comportaram frente ao espantoso e temeroso caos econômico que se armava. A praxe para alguns foram renegociações, com suspensão da primeira parcela para 90 dias, a todos aqueles que estivessem em dia, até então. O objetivo foi, além de dar um fôlego aos clientes, reduzir o PDD (provisão de devedores duvidosos) e os custos com ajuizamento de ações judiciais.

Nessa segunda onda, os bancos não devem ser tão “generosos”, mas já estudam as estratégias para uma forte atuação extrajudicial.

Importante destacar que em junho de 2.020 foi instituída a Lei Federal n. 1.410 – que trata em caráter transitório e emergencial das relações jurídicas de direito privado devido a pandemia – a qual suspendeu os prazos prescricionais e decadenciais em período de calamidade pública, possibilitando assim aos credores que ingressem com medidas judiciais de cobrança após esse período pandêmico.

Se a pandemia nos apresentou algo de bom, inegavelmente pode-se afirmar que foi a adoção dos meios extrajudiciais de solução de conflitos como uma maneira mais inteligente e eficaz na recuperação de créditos, seja pela própria economia e celeridade que proporciona, seja pela aproximação das partes e ainda por desafogar o judiciário, o qual é somente acionado quando restarem infrutíferas todas as tentativas de conciliação amigável.

*Sócia do Nelson Wilians Advogados, especialista em recuperação de crédito.