Entenda os principais desafios da Reforma Tributária sobre o consumo, os efeitos do IBS e da CBS e o papel do acompanhamento jurídico consultivo ao longo do período de transição até 2033.
A Reforma Tributária já deixou de ser apenas um debate legislativo e passou a integrar, de forma concreta, a agenda estratégica das empresas. Mais do que o conteúdo da lei, o principal risco neste momento está na forma como as organizações começam a se adaptar ao novo modelo de tributação sobre o consumo.
A criação dos novos tributos CBS e IBS e o início do período de transição a partir de 2026 deixam claro que a Reforma não é um evento futuro ou hipotético. Decisões relevantes já estão sendo tomadas agora, muitas vezes com efeitos que se projetam por vários anos e influenciam contratos, margens e estruturas operacionais. Esse processo, no entanto, não ocorre de maneira imediata. A Reforma é construída de forma gradual, por meio de fases, normas complementares e interpretações que ainda serão consolidadas ao longo do tempo. É justamente nesse intervalo que surgem os maiores riscos: adaptações fragmentadas, decisões isoladas e ajustes pontuais que não consideram o impacto sistêmico do novo modelo tributário.
Na prática, já é possível identificar impactos que exigem atenção imediata das empresas, como:
Algumas decisões, neste momento, já não podem ser adiadas. O mapeamento das operações, a revisão dos contratos vigentes e a avaliação dos impactos sistêmicos do novo modelo são etapas essenciais para evitar escolhas precipitadas. Outras definições ainda dependerão de normas complementares, mas precisam ser acompanhadas desde já para garantir coerência, previsibilidade e segurança jurídica ao longo da transição.
É nesse contexto que surge o ROTA 2033. O nome traduz a própria lógica da Reforma: estamos diante de um ciclo de transição que se estende até 2033, e não de ajustes pontuais ou soluções imediatistas. O ROTA 2033 foi estruturado como um eixo de acompanhamento jurídico contínuo e consultivo, não apenas informativo, voltado a apoiar as empresas na leitura progressiva das normas, na avaliação de impactos e na tomada de decisões ao longo de todo esse percurso.
Mais do que reagir às mudanças, o desafio está em compreender o ritmo e a lógica de evolução do novo sistema tributário. A forma como a transição é conduzida agora tende a definir o grau de segurança jurídica, previsibilidade e competitividade das empresas nos próximos anos.
A Reforma é dinâmica. A adaptação também precisa ser.